
Por pedaços íngremes, me mando, desejo-te no final.
Onde estavas tu, ao espelhado de mim, tropeço em ti.
Céu azul, ironia do destino, nunca estás quando vou com vontade
Esqueces-te do contrato, só quando te pressiono a precisar, da necessidade
Me apareces finda, no fundo da rua, esqueço tudo, ponho-me a monte.
Segredo os meus infortúnios, desvio momentos, chego mais tarde.
Faço horas, gracejo o intuito de te sentir, conhecer-te e conhecer-me nesse acto de impacto.
Sofro por ti e pelo mundo todo, já o carreguei todo. Tempo, muito tempo dentro.
Agora solto. ao vento. rasgo momentos, tento subir na escalada social. e pergunto-me para quê?
Se a parede é errada para que serve o topo errado da escada certa.
Sopro elevações dentro. sou um sopé de montanha ao acordar e um fundo de poço à noite. no meio beijo a tua alma e despejo ânsias de mostrar um sentido maior.
Por hoje chega-me ao teu pé e demonstra-te dentro o que sabes ser, vamos nascer, outra vez?
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