Pois é que então, reparo na turbulência social constante. Ou estamos a mandar vir com alguém ou alguma situação ou algo em particular e quando paramos desse desvio de atenção e o desviamos então para outra pessoa, aquela que nos ouviu, pegamos de frente com ela ou ele e depois… depois vamos embora fazer outro algo…outra alguma coisa.
Valencia, andamos chateados e chateamos-nos constantemente. Em conflito prévio e permanente.
Contradições, expectativas ou simplesmente raiva incontida pelo mundo ser de outro jeito, daquele que não ou talvez nunca seja então.
Catarse social. explodir social.
Que tragédia é essa, que tempos são estes? Somos mesmo assim ou a falta de esperança, a falta de outra coisa melhor que não sabemos ao certo se vem ou não. O afogo em que vivemos constantemente.
Gente a mais na terra ou concentrada em alguns lugares. Os serviços que funcionam mais ou menos segundo as regras pouco claras das empresas, a esperança de ser superestrela e vivenciar o que não é, e ~e somente vendido a toda a hora. Onde fica o gostar do que temos.
E eu pergunto-me onde me quero excluir e encaixar. O que ser deste viver. Artístico maluco, filósofo louco, “devaganeador”, “vlaudiar” por aí. Ser contemplação. Uma praça, um contemplar, uma obra feita por saber fazer ou um sorriso desagarrado.
Perder o encanto ou desagradar o encanto.
E febris vazias manhas de invernos sobrepostos.
Vazio, o apoio lógico da apologia da solidão não me satisfaz. O elogio da solidão, para quê? Em nome de quem? Só sobreposta à realidade de estares com 45, no entanto, parece-me que parei nos 21. E por aí fiquei hibernado dentro.
Agora? Recuperar o tempo de solidões, indesejadas vocações. E alento dentro.
Por onde vamos? Para onde vamos? Vê-te! De onde vieste e para lá saberás onde escolher ou ser escolhido pelo melhor caminho, aquele teu, o tornar-te teu tempo nesse caminho dentro.
Leave a comment