Andamos Chateados…sempre!

Pois é que então, reparo na turbulência social constante. Ou estamos a mandar vir com alguém ou alguma situação ou algo em particular e quando paramos desse desvio de atenção e o desviamos então para outra pessoa, aquela que nos ouviu, pegamos de frente com ela ou ele e depois… depois vamos embora fazer outro algo…outra alguma coisa.

Valencia, andamos chateados e chateamos-nos constantemente. Em conflito prévio e permanente.

Contradições, expectativas ou simplesmente raiva incontida pelo mundo ser de outro jeito, daquele que não ou talvez nunca seja então.

Catarse social. explodir social.

Que tragédia é essa, que tempos são estes? Somos mesmo assim ou a falta de esperança, a falta de outra coisa melhor que não sabemos ao certo se vem ou não. O afogo em que vivemos constantemente.

Gente a mais na terra ou concentrada em alguns lugares. Os serviços que funcionam mais ou menos segundo as regras pouco claras das empresas, a esperança de ser superestrela e vivenciar o que não é, e ~e somente vendido a toda a hora. Onde fica o gostar do que temos.

E eu pergunto-me onde me quero excluir e encaixar. O que ser deste viver. Artístico maluco, filósofo louco, “devaganeador”, “vlaudiar” por aí. Ser contemplação. Uma praça, um contemplar, uma obra feita por saber fazer ou um sorriso desagarrado.

Perder o encanto ou desagradar o encanto.

E febris vazias manhas de invernos sobrepostos.

Vazio, o apoio lógico da apologia da solidão não me satisfaz. O elogio da solidão, para quê? Em nome de quem? Só sobreposta à realidade de estares com 45, no entanto, parece-me que parei nos 21. E por aí fiquei hibernado dentro.

Agora? Recuperar o tempo de solidões, indesejadas vocações. E alento dentro.

Por onde vamos? Para onde vamos? Vê-te! De onde vieste e para lá saberás onde escolher ou ser escolhido pelo melhor caminho, aquele teu, o tornar-te teu tempo nesse caminho dentro.

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About the author

Sophia Bennett is an art historian and freelance writer with a passion for exploring the intersections between nature, symbolism, and artistic expression. With a background in Renaissance and modern art, Sophia enjoys uncovering the hidden meanings behind iconic works and sharing her insights with art lovers of all levels. When she’s not visiting museums or researching the latest trends in contemporary art, you can find her hiking in the countryside, always chasing the next rainbow.