Casa da Praia Por 3 éter (e) (n) os dias!

Então ao súbito acordar do sábado. Sem emprego e sem amizades próximas os fim de semana sem atividades programadas tornam-se um pesadelo comunitário.

Ao tempo de aceitável ao tempo de desespero central, dentro de mim, algo escoa e anseia por algo melhor e mais temperado.

Ao haver uma causa social sem perder muito tempo nem dinheiro fiquei a perceber a ideia de casa de praia, e lá fomos nos nesse sentido de moinho de gente.

Encontrei-a no meio dos meu dilemas ao sair do emprego, afogava silêncios em cigarros, desta vez não pensei muito, apanágio do que houver para vir será o presente a desembrulhar.

Então depois de súbitas queixas pessoais ela encaixou e lá me fui subindo e soltando esse viver. companhia social com sentido.

Nesta era da comunicação estamos tão mais peremptoriamente próximos e tão mais longe uns dos outros. demasiado perto, demasiado longe.

E lá fomos bafejados pelo atraso da camioneta, nem tive tempo de acabar o cigarro já estávamos a assentar cotovelos nos bancos opostos ao sol.

Depois lá rumamos a viagem para o outro lado da ponte ” a ponte é sempre uma passagem para a outra margem”, e não me deu as vertigens da primeira vez que vi o rio da ponte sentado no alto do banco do autocarro, parecia que ia cair lá para baixo a qualquer momento.

Barroso assim voou uma vez e num precipício se torneou dentro.

Fica a tua historia por cantar Barroso.

Agora nós somos filhos de uma eterna doença esquizofrenia com múltiplas bipolaridades, a rainha das doenças mentais. assim nessa indecisão nos tornamos.

Somos fruto e sementes desses tempos.

Dos tempos longínquos por onde andava a deambular pela costa, sem eira nem Europa para navegar. agora neste fundo sentido, viajo acompanhado pelo meu amor desencontrado nesse tempo e a semente de agora. Todos os dias são uma vaga de entendimento, poucos os desentendimentos então vamos nessa contra corrente de sentidos por viver.

O centro da Costa é como chegar a uma vila central com acolhimento próprio. tem uma atmosfera de férias, praia turística e no entanto cousy, familiar, digno de bons portugueses que somos.

Então mandamo-nos a compra de uma pizza e num ida ao Auchan central local. As outra refeições foram em casa e outras tamanhas fora.

A viagem não tem grande história senão a narrativa de dormitar comer bem, beber, cafés, fumar uns tantos cigarros e um aproximar desse bem estar de pequenos continuados prazeres.

É isto agora, só nos tentaram enganar com os trocos uma vez chega para ficar de aviso. Ao troco sumamente não existente e depois existente, de 10 euros em 2 cafés. 2 cafés 2 euros nota de pagamento 10 não há troco. …. também não tempos.. ah desculpe afinal há.

Marisco social. Papaias e camarões. Batatas fritas e soluções. Tripas dormidas e um crescente bem estar.

Só no segundo dia me deu um mergulho profundo de alma. Precisei de ir fundo escrever sobre esse fundo de maneio que me estava a invadir.

Agora passou, depois de soltar ao vento, às linhas do caderno as imagens da minha tez.

Calor praia banhos com ondas cortadas, picadas a cair perto dos pés mal molhados.

Serei o teu eterno verão num fim de semana Român…tico.

Foi o nosso.

A noite do sexto andar no ultimo dia veio-me uma imagem súbita de me atirar da varanda e não podia e veio-me varias vezes esta sensação sem o perceber porquê?

O abismo atraí…. mas porquê? para quê? para morrer e desaparecer, matar algo dentro e ressuscitar como um iniciático rebento de semente nova. mas daí… não há volta Al.

Súbito estranho sentimento.

Esta morte romântica de um romeu e de uma julieta por escapar ao desejo de um toque e beijo.

Regresso entre sons, sonhos e futebóis numa camioneta perto de si próprio.

De regresso as aulas dentro e fora de tempo.

Regressar à morte da espuma dos dias que semeio… por estes tempos.

Leave a comment