Absorvo-te dentro e penso-te assim então!

Ancient stone abbey ruins with sunlight shining through Gothic arches.
Sunlight streams through the arches of an ancient stone abbey ruin at sunset.

Se foi o que nunca foi, uma vã esperança de fogachos acontecidos e sonhados.

Por precaver, foste subindo, sobrevivendo no desgaste de querer sempre sair de cena.

Empurrar terreno fértil, de frente para o futuro que nunca mais chegou.

Cair, perder, sofrer, quase morrer. Horrível brincadeira com o tempo de viver e não ligar ao naufrágio.

Sufocos, náufragos de terra por onde pousar.

Dentro, uma esfíngica sensação de que algum dia melhoraria.

Foi o sofredor abismo. saltar do final da cena para a sensação seguinte.

Perdeste, nem isso, eliminaste a sensação de não acontecer.

Nem perder nem ganhar só eliminar o viver

Depois…

Foi narrar ao tempo perdido, uivar pela graça outrora perdida e apenas achada.

Agora reina uma certa incalculada paz.

Reina o sabor da deriva e perdição na sensação de que ainda que possa não estar bem. Podes estar ok.

Então?

Ruma Alceu, Alceu rema, lá no céu falaremos de tudo isso.

E não te esperas tu dentro ainda alcançar. Nos dias bons, sim; nos outros, vagueio à viagem por si própria, o que não é mau.

É tudo completamente temporário, até cada um de nós.

O tempo escorreito dentro, se subíssemos para descer reencarnar, faríamos assim igual?

Qual era a pitada de piada se não fosse crescer.. deambular e padecer do descobrir do viver.

E as feminilidades das sensações?

Guerra Civil ? Sociedade em modo bipolar talvez seja esse o designio do futuro dos tempos pre modernos.

A civilização chega ao final, nunca estivemos tão básicos e tão obtusos nas nossas percepções.

Para quê? Em nome de quem? E do quê?

Da única pergunta sem sentido, sem resposta, de um vivo que a possa dar.

Mistério de nunca crescer, todos nós!

Algures sentidos, sentidos, como via única.

Qual é o teu, Alceu?

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