
Se foi o que nunca foi, uma vã esperança de fogachos acontecidos e sonhados.
Por precaver, foste subindo, sobrevivendo no desgaste de querer sempre sair de cena.
Empurrar terreno fértil, de frente para o futuro que nunca mais chegou.
Cair, perder, sofrer, quase morrer. Horrível brincadeira com o tempo de viver e não ligar ao naufrágio.
Sufocos, náufragos de terra por onde pousar.
Dentro, uma esfíngica sensação de que algum dia melhoraria.
Foi o sofredor abismo. saltar do final da cena para a sensação seguinte.
Perdeste, nem isso, eliminaste a sensação de não acontecer.
Nem perder nem ganhar só eliminar o viver
Depois…
Foi narrar ao tempo perdido, uivar pela graça outrora perdida e apenas achada.
Agora reina uma certa incalculada paz.
Reina o sabor da deriva e perdição na sensação de que ainda que possa não estar bem. Podes estar ok.
Então?
Ruma Alceu, Alceu rema, lá no céu falaremos de tudo isso.
E não te esperas tu dentro ainda alcançar. Nos dias bons, sim; nos outros, vagueio à viagem por si própria, o que não é mau.
É tudo completamente temporário, até cada um de nós.
O tempo escorreito dentro, se subíssemos para descer reencarnar, faríamos assim igual?
Qual era a pitada de piada se não fosse crescer.. deambular e padecer do descobrir do viver.
E as feminilidades das sensações?
Guerra Civil ? Sociedade em modo bipolar talvez seja esse o designio do futuro dos tempos pre modernos.
A civilização chega ao final, nunca estivemos tão básicos e tão obtusos nas nossas percepções.
Para quê? Em nome de quem? E do quê?
Da única pergunta sem sentido, sem resposta, de um vivo que a possa dar.
Mistério de nunca crescer, todos nós!
Algures sentidos, sentidos, como via única.
Qual é o teu, Alceu?
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