Poema 2001/02- Para Casu!

Person wrapped in a blanket sitting on rocky ruins overlooking a winding river and distant buildings at dusk
A person wrapped in a blanket sits on rocky ruins, quietly gazing over a winding river at dusk.

“Como é que fazes

Para me Deixar Assim

Eu só com duques e Valetes

Tu com Damas Manilhas e Ases

É aos poucos nesta Espera

Que os meus Argumentos Desfazes

Páro, Aguento e Espero

Que o silêncio acabe e me dê

Outro Estado, Outra Era

Espero,

Por um toque Apito ou manguito.

Não, não é o Comboio que passa

É o teu silêncio que me devassa

Dá-me qualquer coisa

Dáme qualquer Eu

Qualquer coisa servia

Um toque Assobio ou manguito

Mata-me outra vez

Ou dá-me de uma só vez

Cai-me no goto de um só momento

Ou cai-me no esquecimento

Mas diz-me qualquer coisa

Ou faz-me um voto de silêncio

Declara-me Guerra

Declara-me paz

Passa-me para a frente

Ou passa-me para trás

Mas dá-me qualquer sinal

Ou faz um gesto banal

Dá-me qualquer coisa

Um toque apito ou manguito”

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