
“Como é que fazes
Para me Deixar Assim
Eu só com duques e Valetes
Tu com Damas Manilhas e Ases
É aos poucos nesta Espera
Que os meus Argumentos Desfazes
Páro, Aguento e Espero
Que o silêncio acabe e me dê
Outro Estado, Outra Era
Espero,
Por um toque Apito ou manguito.
Não, não é o Comboio que passa
É o teu silêncio que me devassa
Dá-me qualquer coisa
Dáme qualquer Eu
Qualquer coisa servia
Um toque Assobio ou manguito
Mata-me outra vez
Ou dá-me de uma só vez
Cai-me no goto de um só momento
Ou cai-me no esquecimento
Mas diz-me qualquer coisa
Ou faz-me um voto de silêncio
Declara-me Guerra
Declara-me paz
Passa-me para a frente
Ou passa-me para trás
Mas dá-me qualquer sinal
Ou faz um gesto banal
Dá-me qualquer coisa
Um toque apito ou manguito”
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